
Discutir e trocar experiências tanto teóricas quanto vivenciais, sem rigidez de autores ou escolas, sem formatação intelectualóide nem discursinho academicista. Não há enfase nem direcionamento voluntário, escolas áridas e puristas de pensamento. Sem senhores, sem autoridade, sem verdades...
domingo, 26 de setembro de 2010
O pensamento ocidental: o acúmulo de sabedoria

quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Que assim seja!!!!

Shree Krishna Govinda Hare Murare!
Incomensuráelmente inspirado nesse instante por nada além do que não compreendo, encerro ou encontro.. ..humildemente vislumbro e contemplo esse momento.
Sendo a consciência estrela que abrasa toda frieza e toda escuridão sinto como que um calor profundo e envolvente desde meu coração. Como água quente ele tira a essência e o sumo clarificado da planta do chá, extrai o significado deste momento aspirando o presente de todos os momentos.
Que o medo e a infelicidade da perda apegada possam cada dia menos tocar-me!
Que eu entenda simples e quietamente a natureza libertadora do amor na forma da prática intencional amorosa, o que posso alcançar atualmente com minha baça potência espiritual.
Que meus erros também se embebam de amor: acolhidos, corrigidos, recuperados, superados... .. sem culpa ou arrependimento, pelo poder da ação e do presente eterno e criativo.
Assim seja!!!
quinta-feira, 13 de maio de 2010
13 de maio, escravidão

Os escravos negros foram libertados pela princesa branca , tá certo que sem emprego nem nada, mas... né.. livres em fim..
Nem que seja para aparecerem como vilões depois de um bom tempo na veja. Os escravos foram libertados, mas as mentes.. coitadinhas.. escravas da burrice, escravas do bigbrother na grobo..
Fica quietinho filho! pára de chorar!! vai ver tv vai... vai ver as máximas do silvio santos, do faustão, gugu..entre outros seguidores de Hegel..
E viva o fim da escravidão!!!
"..emancipate yourself from mental slavery none but ourselves can free our minds..."
sábado, 8 de maio de 2010
"Clean capitalism"?! Uma ova...

Texto interessante que recebí por email um dia desses, fala do "Clean CApitalism" a nova onda do momento... energia limpa e um monte de coisas, mas sem mudar a relação predátória que promovemos com o outro e com o meio...
Se sentir deprimido com o texto compre uma roupa nova, coma um bigmac.. ou.. LEIA MAIS...
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(Genoino Pravda, Sem Sentidos)
Imbecil talvez seja o adjetivo mais adequado para ambientalistas reformistas e toda essa classe de moderados celenterados que vivem a afirmar descaradamente que viveremos em um mundo melhor se estados e corporações capitalistas adotarem tecnologias movidas a energia limpa e produzidas com recursos renováveis! Das duas, uma, ou sofrem de falta de imaginação ou compartilham do afã burocrata de defender os "direitos" dos exploradores de explorar. São uns imbecis por serem consciente ou inconscientemente coniventes com o sistema político-econômico que ameaça todas as outras formas de vida incluindo a longo prazo a sua própria forma.
As implicações da adoção de tecnologias limpas e renováveis em um sistema estruturalmente desumano e predador são simplesmente hecatômbicas. Se estados nacionais e conglomerados corporativos conseguirem livrar-se de sua dependência de combustíveis fósseis e poluentes, não só um futuro melhor não estará assegurado como provavelmente estaremos a caminhar para o fim de nossa existência a passos ainda mais acelerados. Neste ponto certamente muitos dos que lerem esse texto pensarão: "não pode ser...", pense de novo.
A maior parte certamente lembra-se da história de Matrix, e do porque a máquinaria global automatizada foi forçada a assumir a medida vampiro-burguesa de utilizar humanos como baterias - percebendo-se ameaçada pela supremacia das máquinas a humanidade decide lançar no céu um composto químico capaz de impedir que a energia solar seja utilizada. Energia limpa movendo máquinas de moer vidas, puxar o plug da tomada solar não seria suficiente àquela altura, será suficiente agora.
Mas deixe-me descrever um futuro não tão distante quanto esse em que máquinas adquirem consciência de classe e passam a imitar o capitalismo de estado soviete - um futuro muito mais próximo, possível e provável em que meios energéticos "limpos" garantem que a visão de mundo capitalista de predação universal venha a se consolidar em proporções catastróficas.
Imagino colheitadeiras gigantes movidas a energia solar poderiam trabalhar 24 horas por dia (carregando baterias super-eficientes, capazes de uma autonomia de 12 horas da luz solar, trabalhando pelo período em que o sol não possa alcançá-las) em monoculturas transgênicas de todos os tipos, esgotando o solo e produzindo comida perigosa para uma população humana crescente (bem, talvez não para o grosso da população existente, mas para quem ainda puder pagar por ela).
Como previsto em Matriz os avanços na inteligencia artificial permitirão maior desenvolvimento na automatização de sistemas info-eletrônicos-mecânicos, até um ponto em que as "colheitadeiras limpas" conduzirão a si mesmas tornando a profissão de motorista de colheitadeira obsoleta. Provavelmente também a manutenção mais eficiente e mais barata será provida por máquinas de diagnóstico e reparação. Empregos?! Existem ainda alguns no alto de torres cercadas por cercas eletrificadas, alimentadas por eficientes geradores savônios. A elite de executivos come e vive muito bem confinada servida por seus poucos empregados, enquanto os escombros humanos do que um dia foi a classe média afundam na miséria no maravilhoso mundo futuro de energia limpa. Não penso ser possível como em Matrix a supremacia das máquinas pelas máquinas, ainda que em determinado grau de desenvolvimento tecnológico, capitalistas humanos e máquinas possam vir mesmo a se fundir, o paraísos virtuais descritos por Hakim Bey, este upgrade da sociedade do espetáculo talvez os leve à cyber-gnose,
talvez não.
Mas voltemos para o momento em que o capitalismo tal qual conhecemos adota "tecnologias limpas", neste tempo futuro que nos é muito familiar. Com a adoção destas tecnologias provavelmente o número de pessoas com doenças respiratórias diminuirá, mas nem de longe pensem que a taxa de destruição de florestas como a Amazônia conhecerá qualquer redução: espécies animais
e vegetais desaparecerão da mesma forma sob a necessidade constante de produzir mais e mais bens de consumo. A fronteira agrícola não pode conhecer fronteiras: árvores centenárias não serão derrubadas para produzir carvão vegetal, mas para darem lugar a plantações de monocultura e fábricas, galpões de confinamento onde milhões de cabeças de gado confinados esperam a morte no abatedouro.
Provavelmente o ramo da segurança privada terá uma alta crescente, a elite empresarial, e os remanescentes da classe média (formada por poucos serviçais, técnicos ultra-especializados e outros que se encarregam das poucas prestações de serviços ainda não automatizadas) viverão em um mundo
limpo cada vez mais desigual no qual cidades-favelas com 30 milhões de habitantes se espalham pelo terceiro mundo. Todos, é claro, contando agora com formas de produção de "energia limpa", mas com outros recursos (como alimentação, saúde e moradia) cada vez mais escaços. As cidades se tornarão lugares violentos disputados por pequenas tiranias locais: gigantescos barris de pólvora onde têm início revoltas, levantes e pilhagens. Alguns destes grupos talvez se levantem contra corporações-estados ávidos pelos recursos que dependendo da aceleração da produção e do consumo desvinculados do lastro dos combustíveis-fósseis -
Com uma capacidade energética inesgotável que permite que fábricas, campos e minas automatizadas operando sem parar - não tardarão a escassear. E o mundo de energias limpas caminha agora por uma via iluminada na direção do colapso.
Usinas nucleares serão então obsoletas e todo o lixo nuclear agora estará disponível para que exércitos corporativos, facções fundamentalistas autoritárias de todo tipo possam fazer bombas potentes capazes de arrasar com seus inimigos onde quer que se encontrem. Então será a época dos tanques de guerra, aviões, navios e helicópteros movidos a energia hidro-solar (100% não-poluentes) a se arrastarem pelos quatro cantos do mundo, garantindo que certos grupos de interesse imponham sua agenda cuja prioridade é explorar as poucas reservas de água não contaminada em aquíferos subterrâneos, travando guerras muito semelhantes aquelas que vemos hoje pelo petróleo.
Querem que acreditemos que para o bem deste projeto de mundo tudo o que é necessário é que paremos de poluir e continuemos a trabalhar e a comprar, nada mais. Como se a miséria a que serão levadas populações inteiras pelo capitalismo globalizado e energeticamente limpo não fosse, como hoje o é, responsável por novas ondas poluição relacionadas ao trabalho/consumo em outras partes do mundo. Como se um exército de miseráveis fosse partilhar de sua consciência limpa vivendo na ruína e na sujeira de sua sagrada sociedade de classes.
Temos o dever de desconfiar quando políticos hipócritas como Al Gore vêm até nós (todo vísceras) com algumas "verdades inconvenientes". Quando está claro que a mais inconveniente das verdades continua trancada a sete chaves e escondida do conhecimento do mundo: o capitalismo a longo prazo, com ou sem energias renováveis, só pode nos levar à ruína. Estes futuros limpos e vívidos que nos vendem hoje noticiários e propagandas de tecnologia de ponta, não passam de ficções científicas e de apologia ao progresso capitalista, nada mais são do que ilusões marqueteiras para que permaneçamos dóceis e concordantes, favoráveis ao seu projeto de desenvolvimento e omissos em relação à agenda de predação global.
Eles talvez sejam vívidos por uns poucos herdeiros de nossas elites, enquanto a imensa maioria de nós chafurdará em favelas pestilentas de um mundo de fome - talvez assistam noticiários sobre nós em paredes de tela plana de alta definição no alto de suas torres e em seus condomínios fortificados, enquanto nos matamos bem longe de seus arranha-céus não poluentes - na barbárie de um mundo de capitalismo tardio.
Não podemos desejar um capitalismo mais limpo, já que seria uma contradição lógica - a verdade mais inconveniente é que como um grande monstro mecânico e assimilador que é, o capitalismo jamais será limpo do sangue daqueles que devora por suas muitas bocas cheias de engrenagens. Independente das formas de energia que o alimenta, as esteiras de produção capitalistas exigem uma constância capaz de reivindicar para si tudo aquilo que possamos eventualmente precisar para viver (e muito mais que isso). A criação da escassez é a alma do negócio.
Desejar um futuro em que o capitalismo seja destruído e derrotado é a única solução, talvez as ações movidas por esse desejo se revelem nossa única possibilidade de um futuro digno a médio e longo prazo. Nesse sentido penso que ser protópico não é uma opção, é sim uma necessidade!
quarta-feira, 7 de abril de 2010
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
O feijãozinho e a caveira
Desde o dia em que plantamos o feijãozinho no algodão, com a “tia” da 1ª série (ou antes) entendemos, mesmo que intuitivamente, o poder que tem em uma semente. Nossos antepassados, e nem precisa ir até a pré-história, se deram conta desse potencial de alguma forma e mesmo que de início rusticamente, como o grão de feijão no algodão, deram um significado para isso: nascia a agri-cultura.
Bom, deixemos um pouco de lado as críticas à cultura simbólica e nos concentremos nas necessidades básicas: comer. Nossos antepassados, mesmo ignorantes da maravilha tecnológica atual tinham em mente que comida era pra comer, nessa ordem. O que me angustia é que esse “entendimento” mudou, o que era uma fonte de alimentos para si e para os seus, não importa quantas pessoas constituíssem esse segundo grupo, passou a ser um valor abstrato, simbólico de troca por... bem por alguma coisa, que nem sempre era de comer. O que importa, lá no fundo, é que a semente produzia comida e essa comida era comida e re-plantada por seres humanos e para esses.
Crescemos, nos multiplicamos e então o feijãozinho se tornou menos tocante, tínhamos agora outras coisas maravilhosas com que nos preocupar, basicamente transformamos o instinto de auto-preservação num egoísmo exacerbado e aí vieram várias noções interessantes: orgulho, arrogância, vaidade... é claro, tudo simbólico porque o bom e velho feijãozinho fazendo a metáfora da vida e da impermanência já não estava na moda. Ah é, o feijãozinho também faz comida!!!
Hoje (e me perdoem o brusco corte histórico) as sementes servem para muitas coisas, algumas em menor escala, como alimentar ao semelhante (lembra dele?). O que estou louco pra lhes contar é que: depois de muito estudar os nossos cientistas e políticos, só os bem pagos, resolveram que as sementes serão selecionadas, e distribuídas por algumas empresas (que é uma outra coisa da cultura simbólica) para alguns caras que podem plantar muito!!! Essas sementes serão utilizadas na bolsa de valores, que é uma das maiores maravilhas do mundo e serve pra fazer dinheiro!! O melhor de tudo é que a biotecnologia (esse é o nome da ciência que teve origem na observação do feijãozinho) decidiu que o feijão poderá ser plantado somente uma vez, ou seja, o feijão que você colheu, que antes servia pra comer e re-plantar agora só serve pra comer... ou melhor, ele passa pela bolsa de valores e o que sobrar vai ser dado pra algumas pessoas comerem, mas não sem antes passar por uma indústria que vai frita-lo, conserva-lo e embala-lo em plástico e alumínio. Por acaso essa indústria é do mesmo dono daquela que vende a semente.
Já ia me esquecendo quem quiser plantar novos feijões tem que comprar dos caras da tal empresa, que também vende os fertilizantes, os venenos necessários para matar os desprezíveis animais que atacam o pobre feijãozinho, que agora é venenoso!! Sabe se defender!!
No fim das contas avançamos muito não é? Graças a esses cientistas/legisladores, vivemos num mundo de ciência e leis, não é ótimo? Quem ia querer regredir tanto até onde as coisas não tinham valores abstratos (monetários, via de regra) e a comida servia para alimentar o clã?
Quem sabe só eu.
Bom, deixemos um pouco de lado as críticas à cultura simbólica e nos concentremos nas necessidades básicas: comer. Nossos antepassados, mesmo ignorantes da maravilha tecnológica atual tinham em mente que comida era pra comer, nessa ordem. O que me angustia é que esse “entendimento” mudou, o que era uma fonte de alimentos para si e para os seus, não importa quantas pessoas constituíssem esse segundo grupo, passou a ser um valor abstrato, simbólico de troca por... bem por alguma coisa, que nem sempre era de comer. O que importa, lá no fundo, é que a semente produzia comida e essa comida era comida e re-plantada por seres humanos e para esses.
Crescemos, nos multiplicamos e então o feijãozinho se tornou menos tocante, tínhamos agora outras coisas maravilhosas com que nos preocupar, basicamente transformamos o instinto de auto-preservação num egoísmo exacerbado e aí vieram várias noções interessantes: orgulho, arrogância, vaidade... é claro, tudo simbólico porque o bom e velho feijãozinho fazendo a metáfora da vida e da impermanência já não estava na moda. Ah é, o feijãozinho também faz comida!!!
Hoje (e me perdoem o brusco corte histórico) as sementes servem para muitas coisas, algumas em menor escala, como alimentar ao semelhante (lembra dele?). O que estou louco pra lhes contar é que: depois de muito estudar os nossos cientistas e políticos, só os bem pagos, resolveram que as sementes serão selecionadas, e distribuídas por algumas empresas (que é uma outra coisa da cultura simbólica) para alguns caras que podem plantar muito!!! Essas sementes serão utilizadas na bolsa de valores, que é uma das maiores maravilhas do mundo e serve pra fazer dinheiro!! O melhor de tudo é que a biotecnologia (esse é o nome da ciência que teve origem na observação do feijãozinho) decidiu que o feijão poderá ser plantado somente uma vez, ou seja, o feijão que você colheu, que antes servia pra comer e re-plantar agora só serve pra comer... ou melhor, ele passa pela bolsa de valores e o que sobrar vai ser dado pra algumas pessoas comerem, mas não sem antes passar por uma indústria que vai frita-lo, conserva-lo e embala-lo em plástico e alumínio. Por acaso essa indústria é do mesmo dono daquela que vende a semente.
Já ia me esquecendo quem quiser plantar novos feijões tem que comprar dos caras da tal empresa, que também vende os fertilizantes, os venenos necessários para matar os desprezíveis animais que atacam o pobre feijãozinho, que agora é venenoso!! Sabe se defender!!
No fim das contas avançamos muito não é? Graças a esses cientistas/legisladores, vivemos num mundo de ciência e leis, não é ótimo? Quem ia querer regredir tanto até onde as coisas não tinham valores abstratos (monetários, via de regra) e a comida servia para alimentar o clã?
Quem sabe só eu.
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