Discutir e trocar experiências tanto teóricas quanto vivenciais, sem rigidez de autores ou escolas, sem formatação intelectualóide nem discursinho academicista. Não há enfase nem direcionamento voluntário, escolas áridas e puristas de pensamento. Sem senhores, sem autoridade, sem verdades...
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Ruminando sobre...: Origem e evolução da lactação
Do Rodrigo Souza
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Do conforto dos fracos à força dos covardes...
Como não poderia deixar de ser a contradição e o esvaziamento de sentido das coisas e da vida tem incomodado poucos.. Que bom (?) todos felizes (?). Enquanto a morte não nivela....
...
Nieztche vai ao delírio e nós à mediocridade..
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Moneyless Man!
Mark Boyle começou seu experimento em novembro de 2008, aos 29 anos, com o objetivo de chamar a atenção para o excesso de consumo e desperdício na sociedade ocidental.
Na ocasião, ele se mudou para um trailer que ganhou de graça no site de trocas britânico Freecycle e passou a trabalhar três dias por semana em uma fazenda local em troca de um lugar para estacionar o trailer e um pedaço de terra para plantio de subsistência.
Dezoito meses depois ele afirma que não pensa em voltar a usar dinheiro e que, com o que ganhar com a venda do livro, pretende comprar um pedaço de terra para montar uma comunidade em que outras pessoas que queiram viver sem dinheiro, como ele, possam morar.
"Foi o ano mais feliz da minha vida", disse Boyle, 12 meses depois de começar a experiência, "e não vejo nenhum motivo para voltar a um mundo orientado pelo dinheiro".
"Foi libertador. Há desafios, mas não tenho o estresse de uma conta bancária, contas, engarrafamentos e longas horas em um trabalho do qual que não gosto."
A parte mais difícil, conta ele, foi manter uma vida social sem dinheiro, mas ainda assim ele classifica o ano como tendo sido "fantástico".
Boyle continua a viver no trailer em Timsbury, no sudoeste da Inglaterra, onde cozinha em um fogão de lata movido a lenha e colhe comida nas florestas, além de plantar alguns legumes para seu próprio consumo.
Ele também construiu um banheiro séptico - uma fossa - do lado de fora do trailer, onde um biombo de madeira garante sua privacidade.
Para garantir a eletricidade, Boyle usa painéis solares. Ele também usa um chuveiro solar - um saco de água coberto de preto, que esquenta sob o sol.
Boyle tem acesso à internet de banda larga em troca de serviços em uma fazenda próxima, e criou o site Just For The Love of It ("Só por amor", em tradução livre), onde promove a troca de serviços e empréstimo de objetos e ferramentas entre seus membros, pela simples "bondade".
Sua ideia é que as pessoas passem a confiar mais umas nas outras e comecem a se ajudar e trocar favores.
Ao começar a experiência, Boyle disse acreditar que "a falta de relação que temos do que consumimos é a primeira causa da cultura de desperdício que vivemos hoje".
"Se tivéssemos que plantar nossa própria comida, não desperdiçaríamos um terço dela."
Sua mensagem, diz ele, é: "consuma um pouco menos".
"Não espero que ninguém vá ao extremo do que fiz neste ano, mas temos questões como o ponto sem retorno das mudanças climáticas chegando, e acredito que temos que levar essas coisas a sério."
"Então, use menos recursos, use menos dinheiro e um pouco mais de comunidade. Essa, provavelmente, a mensagem que eu daria."
sexta-feira, 22 de junho de 2012
O que se pode tocar não é eterno
O fim de uma semana bastante triste e deprimente... Conseguimos, humanos, mostrar nosso total desprezo por manter viável a vida de nossa espécie sobre o Planeta.
Eco 92, Rio + 10, Rio + 20... Rio + n... Rio de Chorume....
Inventamos a economia capitalista e narcisticamente nos apaixonamos por ela: Os mais ricos pelo poder ser ainda mais; os mais intelectualizados pelo conceito sofisticadamente fútil; os mais ignorantes pelo consumo, pelo embevecimento, turvando os sentidos.
Nossa imagem retorcida no espelho: dor e sofrimento auto-infligidos, ignorância glorificada, auto-mutilação física, mental, espiritual..
A democracia um tipo de hipocrisia. O dinheiro e o interesse egoísta decidem. A Fome e a miséria: o motor da máquina financeira. Ganancia de representantes eleitos.. porcos chafurdando na carne apodrecida do tecido social.
Nesse sentido em especial estamos bem representados.
A igualdade de condições: odiada e execrada, por todos os partidos, por todas as religiões, por todas os ideólogos, por todos os militantes...
-Minha idéia é melhor;
-Minha religião é melhor
-Minha "sciência"
-Meu Time....
-Meu carro
-Meu (?) corpo
-Meu partido
-Minha revolução
-Meu vômito!!!! ...Me banharei e me alimentarei dele, pois esse ele o sumo!!! dá meu sentido. Comerei e mastigarei o Mundo, pois não aceito como é, deglutirei e vomitarei pois assim darei-lhe minha feição.
Não defecarei, pois reterei tudo para meu prazer e sofrimento, o prazer do meu sofrimento.
Podemos ser algo melhor? Algo além disso?
Só o Universo pode prever...
domingo, 20 de maio de 2012
PROPRIEDADE INTELECTUAL: Falácia do século?
quarta-feira, 4 de abril de 2012
A coisa mais incrível
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Garantir Direitos ou Atender Necessidades?

Quando penso em direitos é difícil não pensar em intervenção, é difícil não pensar também em obrigar alguém a fazer algo para um suposto “bem comum”. Nega-se ostensivamente a capacidade para uma ação.
Garantir direitos é algo dúbio e encerra uma noção de que essa garantia irá ser exercida por um poder que pode curvar e alienar a vontade de quem quer que seja.
As leis deveriam ser construídas sob um senso de justiça, mas na humanidade histórica foram sempre convencionadas por poucos: senhores, elites, sacerdotes.. toda a sorte de pessoas que detém o poder. Não raro as leis se distanciaram das aspirações coletivas, comuns. Então encerraram intrinsecamente injustiças impostas.
O agente impositor contemporâneo, o Estado, foi historicamente retro-legitimado pela lei ou legitimado pela força. Coação e coerção.
Assim as leis encerram como pontos comuns não só o favorecimento de certas classes em detrimento de outras, mas a violência justificável, a imposição do medo e a manutenção de sua fonte: no caso o Estado.
O sistema de lei é intrinsecamente violento e, ao contrário do que se propaga, não foi feito para coibir a violência do Homem, mas fomenta-a e conserva, bem como a ganância o territorialismo e todas as formas competitivas de sentimentos (ou resquícios de instinto).
Por outro lado quanto se utiliza o sentimento gregário humano em cooperação, não há a necessidade, por lógica, de competição ou imposição. Atender, não por regra, às próprias necessidades, mas as da prole e do grupo social é um comportamento matriarcal que garantiu a evolução de muitas espécies incluso a humana. A distorção darvinista garantiu a competição como mecanismo da evolução, em consonância com a cultura anglo-europeia de sua época. A cooperação claramente é o mecanismo mais eficiente e criativo para a evolução.
Quando se busca utilizar recursos para atendimento de necessidades não se busca os excedentes ou a escassez e por isso não se precisa da força ou criar o conceito de propriedade para manter excedentes. Estes sempre foram roubados ao coletivo e justificados por gerações de economistas. A nobreza e a excelência da criatividade não se expressam pelo instinto de disputa, mas pelo espírito associado à plenitude que humanamente é coletiva e busca atender ao coletivo. Seja o que for, nunca se lhe faz somente para si.
O instinto de sobrevivência na escassez foi sistematicamente corrompido e moldado de forma a torná-lo, assim como à violência, condições básicas nas culturas que vieram a ser (e hoje são) hegemônicas. Esse é o legado das sociedades patriarcais, beligerantes e cronicamente violentas. A hierarquia e a punição são seus traços constantes. Se esses traços não são postos às claras e discutidos cria-se o discurso legalista que a tudo naturaliza com argumentos místicos. O horror torna-se então valor para trocas. Paga-se tanto para infligi-lo quanto para dele ficar isento. Tomam-se propriedade e lei como garantias.
Como uma mentira pôde ser tão bem contada?
Budha tem a resposta, mas afinal somos ocidentais e preferimos escrever livros, tratados recheados de solenidades..... Fingimento que justifica a perversidade.




